Câncer de pele : tratamento e investigação

31 01 2023 | 0 Comentários

Toda investigação de câncer de pele inicia com uma consulta dermatológica, com exame físico e avaliação com o dermatoscópio e biópsia. O tratamento envolve a cirurgia de remoção e em alguns casos tratamentos adicionais.

O que realmente faz diferença na prevenção

Exame dermatológico

Dermatoscopia de lesão suspeita
Exame dermatoscópico

O dermatoscópio é um aparelho que tem iluminação e aumento ideal apara observação das estruturas das pintas. Tem também a possibilidade de visualizar os vasos sanguíneos, os tipos de organização de depósito de pigmentos ou queratina.

Esse exame é importantíssimo para diferenciar lesões pigmentadas de não pigmentadas, lesões benigna de lesões suspeitas.

Se uma lesão tiver elementos suspeitos na dermatoscopia deve ter uma complementação na investigação, e a depender dos elementos encontrados essa complementação será feita por meio de cirurgia ou exames de imagem adicionais.

Quando a lesão tem volume, crescimento vertical, sempre será necessária a biópsia para avaliação histopatológica, ou seja, avaliação pelo microscópio do patologista.

Quando a lesão é plana, a depender das características encontradas no exame dermatoscópico pode -se optar por repetir a dermatoscopia em 90 dias ou realizar a microscopia confocal, que seria uma espécie de tomografia da pele.

A biópsia

A biópsia é uma cirurgia feita com anestesia local, em que é retirado um fragmento da pele e encaminhado para avaliação por microscópio pelo médico patologista, assim ele consegue descrever as características dos núcleos das células, a distribuição e maturação das mesmas. E essas características nos dizem se uma lesão é benigno ou não.

Biópsia incisional

O diagnóstico

O diagnóstico final das lesões é feito por meio da biópsia, que determinará o tipo de câncer e as características dele.

Dentre as características teremos elementos como a se há invasão em vasos ou nervos, a profundidade da lesão e o tipo histológico, além disso pode haver complementação por imunohistoquímica com avaliação de crescimento e replicação.

Retirada de lesão suspeita
Lesão suspeita encaminhada para diagnóstico

Após o diagnóstico será feita a programação final de tratamento com cirurgia ou outros tipos de abordagens.

Os tipos de câncer de pele

Carcinoma basocelular

O carcinoma basocelular é o mais frequente dos canceres de pele, e geralmente pode se resolvido com cirurgia.

Carcinoma basocelular
Carcinoma basocelular

Existem dois tipos de cirurgia, a cirurgia convencional e a cirurgia micrográfica de mohs.

As lesões são geralmente de cor perolada ou avermelhada, com contornos arrendondados e podem apresentar pigmento azulado ou enegrecido.

Saiba mais sobre a cirurgia micrográfica de Mohs

A cirurgia micrográfica de Mohs pode ser considerada a técnica mais refinada, precisa e efetiva para o tratamento dos tipos mais frequentes de câncer da pele.

O procedimento consiste na retirada do câncer da pele, camada por camada, e do exame de cada uma delas ao microscópio, até que se obtenha margem livre, ou seja, até a remoção completa do tumor (o nível de precisão e acerto pode chegar a 98%).

Esta precisão é possível já que praticamente 100% das margens são checadas pelo microscópio, durante a cirurgia por meio de técnica de congelação.

Após a obtenção da margem livre, é realizada a reconstrução da ferida (resultante da “retirada“ do tumor).

Para a realização da cirurgia micrográfica de Mohs é necessário que o médico tenha conhecimento dos tumores, de histologia, de cirurgia, assim como de técnicas de reconstrução.

Quais são as indicações?

A cirurgia de Mohs é indicada para:

  • – Carcinomas basocelulares de risco aumentado para recidiva;
  • – Carcinomas espinocelulares (ou de células escamosas);
  • – Dermatofibrossarcoma protuberans;
  • – E alguns tumores mais raros de pele.

Ela pode ser indicada, também, para os carcinomas basocelulares considerados de baixo risco de recidiva, quando o objetivo for preservar a pele, ou seja, melhorar o resultado estético. Seja para reduzir o tamanho da cicatriz, como para áreas em que não existe pele em excesso para realizar a reconstrução, como ocorre, por exemplo, nas regiões das orelhas, nas pálpebras e na glande.

Carcinoma espinocelular

Carcinoma espinocelular
Carcinoma espinocelular

É o câncer de pele que ocorre predominantemente em idosos, de pele clara e com muita exposição solar, pode estar associado à lesões chamadas queratoses actínicas, que são lesão de pré-câncer de pele.

Queratoses actinicas

São lesões ásperas, avermelhadas, com descamação grosseira e que lembram verrugas. Geralmente ocorrem em locais de exposição solar, e também podem aparecer em cicatrizes antigas de queimaduras e radioterapia.

O tratamento será feito com cirurgia e também podem ser associados tratamentos de radio ouquimioterapia, pois neste tipo de câncer podem haver metástases para linfonodos ou outros órgãos.

Melanoma

Melanoma
Melanoma

É o menos frequente dos cânceres de pele, mas o mais perigoso. O melanoma pode acontecer em todas as idades, tem uma forte influência genética e também comportamental (exposição ao sol).

Melanoma

Em crianças geralmente está relacionado aos nevos congênitos maiores ( pintas de nascimento) , em adultos jovens o componente genético e queimaduras solares são os maiores fatores de risco, e em pessoas mais velhas a história de queimaduras solares é um fator de maior peso.

Os melanomas surgem das pintas, que geralmente são pretas ou castanhas, mas nas pessoas de pele muito claras podem ser vermelhas.

O grande sinal de alarme para o surgimento deste tipo de câncer de pele são os sinais do ABCDE, que quando presentes devem fazer com que o paciente procure imediatamente o dermatologista, pois o diagnóstico precoce é a melhor forma de tratar esse tipo de câncer de pele.

O diagnóstico é feito por meio de biópsia com associação de um exame chamado imunohistoquímica, e após essa avaliação será determinada a cirurgia final. No melanoma será sempre necessária a avaliação por exames de imagem e laboratoriais para o estadiamento.

Em alguns casos será necessária a avaliação do linfonodo sentinela para avaliação de metástases.

Esse câncer pode ter tratamento por cirurgia, quimioterapia, radioterapia e imunoterapia.

Se você quiser saber quais são os sinais de alerta e os fatores de risco e como se proteger do câncer de pele veja nossos outros artigos.

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