Para se proteger do câncer de pele você precisa controlar a exposição ao sol, entender os fatores de risco e compreender quais são os sinais de alerta. Neste artigo faremos uma revisão sobre o câncer de pele em todas as fases da vida e tudo o que você precisa saber para se proteger dele.
Vamos começar entendendo os fatores de risco:

- 1. Exposição solar
- 2. História familiar
- 3. História pessoal
- 4. Uso de medicações
- 5. Exposição a radiação
- 6. Fototipo
São nomes difíceis, eu sei, mas vou explicar tudo direitinho para você entender de uma vez por todas,
vamos lá!
1. Exposição solar

Este é o maior fator de risco, pois os raios solares tem atração pelo DNA das células da pele e provocam alterações que vão sendo somadas ao longo de toda a nossa vida.
O sol tem dois tipos principais de radiação, a ultravioleta A (UVA) e Ultravioleta B (UVB). A mais perigosa é a UVB, que ocorre entre 10h da manhã a 16h da tarde, neste horário a exposição ao sol deve ser especialmente evitado, e se você estiver exposto neste horário deve usar o filtro solar.

UVA
- • Possui comprimento de onda entre 315 nm (1 nm = 1 x 10 – 9 m) e 400 nm;
- • Sofre pouca atenuação ao entrar em contato com a camada de ozônio;
- • É capaz de atingir as camadas mais profundas da pele humana.
UVB
- • Possui comprimento de onda entre 280 nm e 315 nm;
- • É parcialmente atenuada pela camada de ozônio;
- • Não penetra em regiões profundas da pele humana.
E como me protejo do sol?
- 1. Filtro solar
- 2. Roupas de proteção
- 3. Chapeus e óculos.
Filtro solar

Quando você for comprar o seu filtro solar, a primeira informação que deve chamar a sua atenção é o FPS.
O FPS é a medida de proteção solar que o produto oferece, ele é baseado em um índice chamado dose eritematosa mínima (DEM) .
A dose eritematosa mínima nada mais é do que o tempo de exposição ao sol que deixa a pele vermelha. Para o cálculo será a feita a razão ( divisão) entre a DEM com o filtro solar e a DEM sem o filtro solar, por exemplo:
Ao se expor ao sol com filtro solar, depois de 200 minutos apareceu a vermelhidão, e sem o filtro solar depois de 5 minutos apareceu a vermelhidão, sendo assim, o cálculo será :
FPS = 200/5 = 40, ou seja fps 40.
Assim, quanto maior o FPS, maior será o tempo de exposição solar segura.
Quem já ouviu a seguinte afirmação: Acima de fps 30 é tudo igual? É MITO
Existe uma grande diferença entre FPS 30 e FPS 90, e principalmente considerando a qualidade da aplicação do produto, que geralmente não fazemos de forma perfeita.
A partir de fps 30 é considerada boa proteção solar, e esse é o mínimo que devemos utilizar. Lembrando que quanto menor o FPS será necessário maios número de reaplicações.
O filtro deve ser aplicado pelo menos 20 a 30 minutos antes de entrar na água, e é recomendada a reaplicação depois de molhar a pele.
As texturas podem ser aplicadas de acordo com o seu tipo de pele e preferência, podendo ser com cor ou sem, em creme, gel, aerosol ou spray, o importante é usar.
Roupas de proteção

As roupas de proteção UV são excelentes estratégias para a proteção da pele, pois não perdem eficácia na água, mantém uma proteção altíssima mesmo com o tempo de exposição e facilitam a nossa voda. Muitos podem não gostar o aspecto estético, mas são sem dúvida um recurso que financeiramente é mais barato e potencialmente mais eficaz, sem riscos de irritações ou má aplicação.
As crianças já aderiram a moda, e ficam fofíssimas com as roupinhas UV facilitando a vida dos pais e reduzindo o risco de câncer de pele no futuro.
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Chapéus e óculos

Os chapéus são especialmente importantes para os calvos ou quem tem pouco cabelo, além de serem uma ótima estratégia para aumentar a proteção do rosto prevenindo o câncer, manchas e o envelhecimento pelo sol
Existem opções com proteção adicional UV, o que é mais legal ainda! Abuse do estilo e use também óculos e lenços que vão adicionar beleza ao seu look no sol, além de proteger mais a sua pele.
História familiar

A história familiar de câncer de pele melanoma, especialmente nos parentes de primeiro grau (pais, filhos e irmãos) é um forte fator de risco para o desenvolvimento deste tipo de câncer. Se você tem parentes de primeiro grau com melanoma deve realizar anualmente um exame dermatológico chamado mapeamento corporal.
A história familiar de carcinomas tem menor peso como fator de risco, já que este tipo de câncer está muito relacionado aos hábitos de exposição solar e ao fototipo ( sensibilidade da pele ao sol). Ainda assim existem fatores genéticos que podem favorecer o surgimento dos carcinomas, especialmente nos pacientes mais jovens.
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História Pessoal

Quem já teve câncer de pele, deve ter um acompanhamento próximo com o dermatologista. A idade, tipo de câncer de pele e características da pele vão definir o tipo de acompanhamento necessário.
As avaliações podem ser por exame físico, com o dermatoscópio, ou o mapeamento corporal e às vezes serão necessários também exames de imagem e exames laboratoriais.
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Uso de medicação
Existem medicações que podem favorecer o aparecimento e crescimento acelerado de câncer de pele, como por exemplo, medicações imunossupressoras utilizadas para tratamentos de paciente transplantados, ou que tem doenças auto imunes. Além disso paciente com tratamentos por fototerapia, especialmente UVB.
Exposição a radiação
Pessoas expostas a radiação terapêutica, ou mesmo acidental, podem ter aumento do risco de câncer de pele.
Por tratamento radioterápico, fototerapia ou até queimaduras, que neste caso não seria por radiação, causam alterações nas características que pele que favorecem a ocorrência dos cânceres de pele da camada espinhosa, os carcinomas espinocelulares.
Fototipo
O fototipo é uma classificação que determina o comportamento da pele diante da exposiação ao sol.
A escala de Fitzpatrick foi desenvolvido em 1975 como uma forma de estimar a resposta de diferentes tipos de pele à luz do sol, radiação UV.
Foi inicialmente desenvolvido com base na cor da pele para medir a dose correta de radiação para fototerapia PUVA. Inicialmente era baseado na cor da pele e dos cabelos e olhos, mas resultava em doses muito altas. de UVA para alguns, e foi alterado para se basear nos relatos do paciente de como sua pele responde ao sol.

Fototipo 1: extremamente branca
Caracteriza-se por uma pele clara e, não raro, com sardas. Este fototipo nunca se bronzeia,apenas se queima porque é extremamente sensível à radiação solar. Neste caso, a proteção deve ser bem maior.
Fototipo 2: branca

Neste caso é também uma pele clara, porém levemente mais escura que o primeiro. Os tons de olhos e cabelo também denunciam os tipos No segundo, geralmente castanhos. É uma pele sensível ao sol, mas se bronzeia lentamente.
Os cuidados, no entanto, são os mesmos.
Fototipo 3: morena clara
Aqui a pele já é um pouco mais escura e possui uma certa resistência ao sol. A sensibilidade existe, mas este tipo de pele consegue se bronzear com certa facilidade. Sem proteção, no entanto, também se queima facilmente.

Fototipo 4: média
Esse fototipo apresenta um tom de pele castanho claro, é mais resistente aos impactos dos raios UV e por isso bronzeia facilmente, queimando-se muito pouco – porque ainda existe sensibilidade ao sol, ainda que mínima.

Fototipo 5: morena escura
É a pele típica de pessoas negras claras. Raramente se queimam e ficam com um belo bronzeado. São pouco sensíveis ao sol, mas isso não quer dizer que podem se descuidar da proteção solar.

Fototipo 6: negra
A pele negra é completamente pigmentada e possui uma proteção natural aos raios solares porque produz mais melanina. Também possui fibras de colágeno mais resistentes e glândulas sebáceas maiores, deixando a pele mais oleosa. Ainda assim, este tipo de pele precisa de proteção solar para evitar cânceres e envelhecimento precoce.
Fonte: SBDRJ
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